Péritas
Era o cão favorito de Alexandre, o Grande, que o acompanha
durante as explorações militares. Provavelmente o nome Péritas tenha se
originado da palavra 'Janeiro' em Macedônio. Há indícios de que o cão possa ter
pertencido aos molossos (avôs dos atuais mastifes). O imperador gostava tanto
desse cão que deu seu o nome à uma cidade grega.
O fato marcante na vida desse cão, foi o fato dele ter salvo
Alexandre de ter sido esmagado por um elefante. Isso aconteceu na batalha de
Guagamela, e Péritas tinha mordido o elefante a tempo de salvar seu dono. Se
isso não tivesse acontecido, seu dono não teria tempo de ter entrado na
história como Alexandre, o Grande.
Urian
Todos sabem da divisão da Igreja na Inglaterra. O rei
Henrique VIII criou a Igreja Anglicana para poder se casar duas vezes. O que
muitos não sabem é que tem um cãozinho envolvido na história. Trata-se de
Urian, um cachorro que veio cometer um deslize, provocando a eterna separação
da Igreja Católica com a Anglicana.
Conta-se que o Cardeal Wolsey, que era emissário de Henrique
VIII, foi a um encontro do Papa Clemente VII, acompanhado do cão. O Papa e o
Cardeal estavam quase chegando a um acordo, quando o cão Urian mordeu a canela
do Papa. O resultado disso foi um desacordo, que dura até hoje.
Cachorro marrom
Esse terrier ficou conhecido em 1903, quando foi vítima de
uma vivissecção (pratica de dissecar um animal vivo), que aconteceu no
Departamento de Fisiologia da Universidade de Londres, na Inglaterra. O
procedimento era comum nas escolas de medicina da época.
Duas estudantes suecas estavam presentes, e denunciaram o
ato. A Sociedade anti-vivissecção processou o professor responsável, mas perdeu
na justiça. Mesmo assim, o professor foi muito criticado, até que a prática foi
abolida.
O cão ficou conhecido como Brown Dog Affair ("Cachorro
marrom"), e é tido como um mártir do movimento de libertação animal,
ganhando uma estátua em Battersea Park, em Londres, entre 1906 e 1910. A
estátua foi retirada depois de conflitos entre estudantes que defendiam e
criticavam a prática. Em 1985, uma nova estátua foi colocada em Londres.
Laika
A história de Laika é digna de uma epopeia: ela era uma
vira-lata que vivia pelas ruas de Moscou dos anos 50, até que cientistas do
governo soviético a recolheram e treinaram-a para ser o primeiro cão-astronauta
em voos espaciais experimentais. O plano, um tanto ambicioso, serviria para ser
uma prova da potência da URSS no final de 40 anos de regime comunista.
Os cientistas sabiam que Laika correria perigo, a começar
pela nave que a cadela iria viajar, a Sputnik II, construída as pressas. O
final da história não foi feliz, e Laika morreu poucas horas depois do
lançamento, provavelmente de frio. O governo soviético afirmou durante décadas
que a cachorra teria conseguido viajar durante algumas horas, porém em 2002 a
história verdadeira foi descoberta.
Snuppy
O cão da raça Galgo afegão foi o primeiro cachorro clonado
da história. A clonagem aconteceu em 2005, na Coréia do Sul. Na pesquisa foram
utilizados 123 mães de aluguel. Através de uma célula da orelha de um galgo
afegão, foram criados uma ninhada de 3 filhotes, no qual apenas Snuppy
sobreviveu.
Ao todo, 45 cientistas participaram da clonagem, liderados
pela biomédica Hwang Woo-Suk. Desde então, o cãozinho tem sido usado na
primeira série de cruzamentos com cães clonados. Seu esperma foi utilizado em
fêmeas clonadas, que deram a origem a 9 filhotes em 2008.
Fonte: Dicas do Cão
Fonte: Dicas do Cão
Um comentário:
Esses cães e suas histórias, umas engraçadas e boas, outras nem tanto... esse caso do cachorro marrom me revolta muito, até hoje se usam animais em práticas universitárias e de pesquisa, sendo que temos tantos métodos alternativos que evitariam esse sofrimento todo. Hoje, pelo que eu saiba, é usada anestesia. Antigamente era na tora, com o animal consciente, que desmaiava poucas horas depois dos procedimentos devido à intensidade profunda de dor, chamada choque neurogênico! Como o ser humano consegue ser tão cruel???
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